Venda de máquinas cai no primeiro semestre, informa Abimaq

Receita líquida total atingiu R$ 150,6 bilhões, 3,7% a menos em relação ao primeiro semestre do ano passado Com queda de vendas em junho, os fabricantes de máquinas e equipamentos fecharam o primeiro semestre com desempenho negativo na comparação com o mesmo período de 2021. Segundo números divulgados nesta tarde pela Abimaq, entidade que representa o setor, a receita líquida total atingiu R$ 150,6 bilhões, 3,7% a menos em relação ao primeiro semestre do ano passado. A receita interna somou R$ 121,2 bilhões, queda de 4,8%, e o consumo aparente ficou em R$ 187,5 bilhões, baixa de 7,3%.

A boa notícia no primeiro semestre do setor foi o crescimento nas exportações. Os embarques somaram US$ 5,6 bilhões no período, alta de 29,2% na comparação anual. No sentido inverso, as importações somaram US$ 11,6 bilhões, crescimento de 10,7%. O saldo do setor ficou negativo em US$ 6 bilhões. Os principais destinos da produção nacional são América Latina, Estados Unidos e Europa. Já o principal fornecedor para o mercado brasileiro é a China.

O indicador de emprego também ficou positivo. Houve crescimento de 8,4% no primeiro semestre, com o total de 395 mil pessoas contratadas. Em 12 meses, os dados da Abimaq mostram alta de 12,1% no total de funcionários do setor.

O desempenho do ano está em linha com 2021 e bem acima de 2020, quando o primeiro semestre foi afetado pelo pior momento da pandemia de covid-19. O nível de utilização da capacidade instalada médio no primeiro semestre ficou em 78,4%, 1,6% abaixo do mesmo período de 2021.

Apesar do balanço negativo do semestre, José Velloso Dias Cardoso, presidente executivo da Abimaq, mantém a previsão de crescimento para o ano. Um dos setores que deve puxar essa expansão até dezembro é o agronegócio. Cardoso afirmou que a alta de juros puxada pelo Banco Central teve efeito sobre o setor, mas bem abaixo do que se estimava no início do ciclo de aperto monetário.

Leo Pinheiro/Valor

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