XP diz que terá mais flexibilidade após fusão com XPart e fim do direito a veto do Itaú
A XP confirmou que foi aprovada nesta sexta-feira sua fusão com a XPart, companhia que ficou com a fatia que o Itaú tinha na corretora. Assim, um novo acordo de acionistas entrou em vigor e o Itaú – que foi substituído no acordo por Itaúsa e IUPAR – perdeu alguns direitos.
“A flexibilidade da empresa para certas decisões estratégicas será aprimorada após a eliminação de certos direitos de veto anteriormente detidos pelo Itaú Unibanco”, diz a XP, sem dar mais detalhes. No acordo de acionistas anterior, o Itaú tinha direitos de veto, de ingerência na indicação de diretores, de indicação de membros de outros comitês e de auditor.
A XP também diz que a fusão com a XPart irá aprimorar sua estrutura de governança corporativa e contribuir para melhorar sua estrutura de capital e capacidade de alavancagem, já que os acionistas controladores – XP Controle e General Atlantic – serão os únicos detentores de ações Classe B, que têm direito a 10 vezes o poder de votos do papel classe A. “Portanto, os acionistas controladores deverão aumentar seus direitos de voto de 55,4% para 68,3%”.
A proporção de troca na fusão será de 1 ação da XP para cada 43,3128323 ações da XPart. Pelos termos da fusão, na segunda-feira os acionistas controladores do Itaú receberão ações Classe A da XP, enquanto os demais acionistas receberão BDRs patrocinados Nível I. Os recibos serão negociados na B3 sob o ticker ‘XPBR31’.

