Como são definidos os fundos resistentes

Guia indica os produtos que estão de forma regular entre os 20% mais bem colocados A primeira edição do “Guia Valor de Fundos de Investimento” analisou o desempenho de um conjunto de carteiras no período de 36 meses compreendidos entre julho de 2016 até junho de 2019. A edição mais recente avaliou os fundos no intervalo entre abril de 2018 e março de 2021.
Em todos esses períodos, foram destacados os fundos com os melhores desempenhos. O Guia classifica as carteiras em 16 categorias. Em dez delas são elencados os fundos com as maiores rentabilidade: renda fixa DI, renda fixa ativo/prefixado, juro real, crédito privado com até 15 dias para resgate, crédito privado a partir de 16 dias para o resgate, debênture incentivada, multimercado baixa volatilidade, ações índice, investimento no exterior e ações no exterior.
Para seis categorias são destacados os fundos com as melhores relações entre risco e retorno. Como metodologia, é usado o índice de Sharpe. O indicador é o resultado da divisão da diferença entre o retorno do fundo e a variação do certificado de depósitos interfinanceiros (CDI), pelo desvio padrão dos retornos mensais.
A ideia do indicador é realçar carteiras que tiveram melhor retorno com menos risco. Para tanto, numa primeira etapa é calculado o chamado retorno excedente. Significa apurar o quanto o fundo rendeu acima da chamada taxa livre de risco, que nesse caso é o CDI.
Na segunda etapa é feita a divisão do retorno excedente por uma medida de risco. Nesse caso, é a dispersão dos resultados mensais ao longo do período de 36 meses. Se a rentabilidade do fundo for inferior ao CDI, os números são desprezados.
As seis categorias em que o Índice de Sharpe é utilizado são: multimercado, long short, long biased, ações, alocação multimercado e alocação ações.
O objetivo é atualizar o “Guia Valor de Fundos de Investimento” a cada trimestre, sempre considerando o desempenho em períodos de 36 meses. Para o investidor de longo prazo, o mais relevante é a consistência dos resultados do fundo em diversos períodos.
Uma forma de medir a consistência do desempenho do fundo é verificar se ele sempre está entre os melhores de sua categoria. E para definir o grupo dos melhores, critério estabelecido é o corte dos 20% mais bem colocados.
Nas dez categorias em a rentabilidade é usada como critério, nenhum fundo classificado como juro real ficou todos oito períodos entre os 20% mais rentáveis. Das seis categorias em que é usado o índice de Sharpe como critério, nenhum fundo long short ou long biased ficou todo o tempo entre os 20% melhores.
Adicionalmente foi feito um ajuste para os fundos de ações. Como a rentabilidade do Ibovespa no período de 36 meses encerrado em março de 2020 foi menor do que a variação do CDI, para esse período foi usada a rentabilidade como critério.

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